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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

A vida e o que resta?






Resta, acima de tudo, essa capacidade de ternura
Essa intimidade perfeita com o silêncio
Resta essa voz íntima pedindo perdão por tudo:
— Perdoai! — eles não têm culpa de ter nascido...

Resta esse antigo respeito pela noite, esse falar baixo
Essa mão que tateia antes de ter, esse medo
De ferir tocando, essa forte mão de homem
Cheia de mansidão para com tudo quanto existe.

Resta essa imobilidade, essa economia de gestos
Essa inércia cada vez maior diante do Infinito
Essa gagueira infantil de quem quer balbuciar o inexprimível
Essa irredutível recusa à poesia não vivida.

Resta essa comunhão com os sons, esse sentimento
Da matéria em repouso, essa angústia de simultaneidade
Do tempo, essa lenta decomposição poética
Em busca de uma só vida, uma só morte, um só Vinicius.

Resta esse coração queimando como um círio
Numa catedral em ruínas, essa tristeza
Diante do cotidiano, ou essa súbita alegria
Ao ouvir na madrugada passos que se perdem sem memória...

Resta essa vontade de chorar diante da beleza
Essa cólera cega em face da injustiça e do mal-entendido
Essa imensa piedade de si mesmo, essa imensa
Piedade de sua inútil poesia e sua força inútil.

Resta esse sentimento da infância subitamente desentranhado
De pequenos absurdos, essa tola capacidade
De rir à toa, esse ridículo desejo de ser útil
E essa coragem de comprometer-se sem necessidade.

Resta essa distração, essa disponibilidade, essa vagueza
De quem sabe que tudo já foi como será no vir-a-ser
E ao mesmo tempo esse desejo de servir, essa
Contemporaneidade com o amanhã dos que não têm ontem nem hoje.

Resta essa faculdade incoercível de sonhar
E transfigurar a realidade, dentro dessa incapacidade
De aceitá-la tal como é, e essa visão
Ampla dos acontecimentos, e essa impressionante

E desnecessária presciência, e essa memória anterior
De mundos inexistentes, e esse heroísmo
Estático, e essa pequenina luz indecifrável
A que às vezes os poetas dão o nome de esperança.

Resta essa obstinação em não fugir do labirinto
Na busca desesperada de alguma porta quem sabe inexistente
E essa coragem indizível diante do Grande Medo
E ao mesmo tempo esse terrível medo de renascer dentro da treva.

Resta esse desejo de sentir-se igual a todos
De refletir-se em olhares sem curiosidade e sem história
Resta essa pobreza intrínseca, esse orgulho, essa vaidade
De não querer ser príncipe senão do próprio reino.

Resta essa fidelidade à mulher e ao seu tormento
Esse abandono sem remissão à sua voragem insaciável
Resta esse eterno morrer na cruz de seus braços
E esse eterno ressuscitar para ser recrucificado.

Resta esse diálogo cotidiano com a morte, esse fascínio
Pelo momento a vir, quando, emocionada
Ela virá me abrir a porta como uma velha amante
Sem saber que é a minha mais nova namorada.



Vinícius de Moraes, O Haver, 1962

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

ALA A ALA DO MEU CARNAVAL!

ALA A ALA

Esse meu povo não nos deixam em paz!! Rsrsrss!

O meu carnaval não teve todas as alas. Falta de criatividade? Não! Preguiça mesmo!

Na realidade eu não sabia como funcionavam as escola de sambas na avenida, porque  nunca gostei nem de ver na televisão, dai me bateu uma curiosidade dessas de como funcionam as ALAS.  Pensei em postar aqui os meus quatro dias de ócio e um pouquinho de "folia" encaixando nas alas,  mas não achei o cabo da minha câmara fotográfica, então postei as fotos que meus amigos me passaram. Na minha camera tinha eu até de pantufas. Então vai ai um dia de folia!
Vamos lá!
COMISSÃO DE FRENTE - É o primeiro grupo de pessoas a entrar na Avenida e responsável por saudar o público e apresentar a escola de samba à platéia e aos jurados. Pode se apresentar fantasiada, dentro da proposta do enredo, ou tradicionalmente. São avaliadas a coordenação, a sintonia e a criatividade de sua exibição. Conta ponto individualmente.

Comissão de frente os cozinheiros; Sr. Biét e Hamilton.
Fantasia: cozinheiros da feijoada.
 

kkkkk, O Sr. Biét ficou com cara de Dona biét!


 
 ALAS - São pessoas que desfilam fantasiadas. Cada grupo de aproximadamente três alas costuma vir entre uma alegoria e outra, separando os setores do enredo. São julgadas a concepção e a adequação das fantasias ao enredo, cujas formas devem cumprir a função de transmitir as diversas partes do conteúdo do tema proposto pelo carnavalesco. As fantasias apresentadas pelas alas da escola contam ponto, com exceção das que estiverem sobre as alegorias, a do casal de mestre-sala e porta-bandeira e a da comissão de frente.
 
PRIMEIRA ALA
 
 
SEGUNDA ALA
 
 
 
TERCEIRA E ULTIMA (A VENCEDORA)
 
 



ALA DAS CRIANÇAS - Geralmente são apresentadas 200 crianças, em sua maioria envolvida com a comunidade, vestidas com uma fantasia própria. Não vale ponto individualmente.( haviam 3 crianças).


 
 
Mari Mari e Marcelinho.
 
Livia ou Julia? Acho que é a Livia.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA - O casal é o responsável por carregar o pavilhão da escola de samba. Com fantasias luxuosas, a dupla não “samba” e sim executa um bailado no ritmo do samba, com passos e características próprias, com meneios, mesuras, giros, meias-voltas e torneados, mostrando integração. Cada agremiação costuma ter até três casais de mestre-sala e porta-bandeira, mas apenas o primeiro casal é avaliado pelos jurados.




EU RAINHA DE BATERIA - Apesar de não contar ponto, a cada ano costuma ser um dos postos mais cobiçados pelas mulheres. Disputadíssimo entre atrizes, modelos e apresentadoras de TV.

JUUURAA!!
Alê Beleza! rsrrsrs




ALA DAS BAIANAS... FOI  SUBSTITUIDADA PELA ALA DOS COZINHEIROS - Apesar de não ser um critério individual de avaliação, sua presença é obrigatória nos desfiles. Geralmente a ala é composta por senhoras envolvidas com a comunidade da escola de samba. As fantasias costumam ser luxuosas, pesadas e bufantes. (QUE NÃO FOI O CASO)

Sayo.

Sr. Biét.
 
ALA DE COMPOSITORES - É composta pelos poetas das escolas, responsáveis pela criação dos sambas em cada agremiação. Todos os anos diversos sambas diferentes concorrem para ser escolhido o oficial apresentado no dia do desfile. A ala não vale ponto individualmente. Já o samba-enredo cantado no desfile, sim.



VELHA GUARDA - Não é uma ala obrigatória, mas costuma estar sempre presente nos desfiles. Geralmente os simpáticos velhinhos costumam encerrar o desfile das escolas de samba. Seus integrantes são componentes antigos (alguns até desde a fundação da agremiação). Não vale ponto individualmente.


Muita gente trabalha duro, e quase o ano inteiro, para que o espetáculo de apenas uma noite saia conforme o previsto e traga o tão esperado campeonato para a escola de samba.


Fotos  dos bastidores!
Pão de queijo para as crianças. Feito na hora!! Quentinho, vai um ai?
 
Eu, netinho e Juju!
 
 
Eu parecendo uma corujinha de chapeu.
 
 
 
E muito fogo!
 
Até parece que só foi festa.... Mais não foi! Dormi muito!
E estou pronta pra começar a lida tudo de novo!
 
Vocês gostaram do meu carnaval?


segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Quem quer vai, Quem não quer não vai!

 
 
 
 
Carnaval é a alegria popular. Direi mesmo, uma das raras alegrias que ainda sobram para a minha gente querida. Peca-se muito no carnaval? Não sei o que pesa mais diante de Deus: se excessos, aqui e ali, cometidos por foliões, ou farisaísmo e falta de caridade por parte de quem se julga melhor e mais santo por não brincar o carnaval. Estive recordando sambas e frevos, do disco do Baile da Saudade: ô jardineira por que estas tão triste? Mas o que foi que aconteceu….Tú és muito mais bonita que a camélia que morreu. BRINQUE MEU POVO POVO QUERIDO! MINHA GENTE QUERIDÍSSIMA. É VERDADE QUE 4a FEIRA A LUTA RECOMEÇA. MAS, AO MENOS, SE PÔS UM POUCO DE SONHO NA REALIDADE DURA DA VIDA!”
 
 Dom Helder Câmara, 01 de fevereiro de 1975 durante sua crônica radiofônica “um olhar sobre a cidade”da Rádio Olinda AM.
 
 
Sabemos que muitas coisas mudaram de 75 pra cá! Mas dá para juntar prudência e alegria e festejar bastante!
Um feliz carnaval!
Um bom descanso aos não foliões!  

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Sejamos Felizes


Quando nascemos desde  o primeiro dia, apesar de negar ou nem pensar nisso somos constantemente influenciados por alguém. Primeiro os pais, depois as varias normas e regras impostas pela sociedade, escola, trabalho, grupos de amigos.
Somos constantemente influenciados. Disseram-nos o que era certo , o que era errado, como comportar, como falar.
Os que diferem da tal conduta ritmada são quase sempre descriminados
Será que pensamos livremente? Nossa liberdade vai até a onde? Temos coragem de mexer nos velhos paradigmas?
Tem muita gente bem sucedida que é infeliz, tem tudo. Recebeu ordens a vida toda, mas mesmo recebendo ordens, teve privilégios, conheceu lugares, tem grana, mas só fez o que foi condicionado.
Será que somos felizes com o que escolhemos para nossa vida? Escolhemos ou fomos empurrados?
Olha algumas estilos de vida composto de diferentes  elementos, de tendências divergentes. E isso tudo num único país. É lindo ver a diversidade, mas a pergunta é.... Será que a maioria teve liberdade de escolha?



 
 


 





 
Eduardo Marinho. Vocês conhecem essa peça rara? vale a pena conhece-lo.
Sai do convencional!
 
Sejamos felizes!
 
É melhor tentar e falhar, que preocupar-se e ver a vida passar.
É melhor tentar, ainda que em vão que sentar-se, fazendo nada até o final.
Eu prefiro na chuva caminhar, que em dias frios em casa me esconder.
Prefiro ser feliz embora louco, que em conformidade viver

Beijos no coração!

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Das Vantagens de ser bobo.

" Não é que pensei outra coisa de gente grande? Esta é assim: tudo que parece meio bobo é sempre muito bonito, porque não tem complicação. Coisa simples é lindo. E existe muito pouco. "
 
Clarice Lispector - Das vantagens de ser bobo
 
Parece meio bobo, mas, adorei a voz da narradora. Logo imaginei uma senhorinha bem bonitinha e inteligente e boba!
 
É a cara do meu pai!
E eu sou boba? Oh!
 
Que sua semana seja linda!